Os vazios nossos de cada dia




"A Árvore da Vida" (2011), de Terrence Malick.


O que fazer quando acho que já escrevi sobre praticamente todas as questões que têm ocupado meus pensamentos nos últimos anos? Estive pensando esta semana sobre o que postar aqui neste blog: mais reflexões sobre a sociedade, algum conto novo ou deixar por aqui o rascunho de algum projeto que deixei na gaveta.
Amo escrever e isso é certamente um dos combustíveis de minha existência, seja lá quanto tempo eu vá viver nesta dimensão. Tenho lido incríveis livros e vistos vários filmes memoráveis, sem contar os que ainda estão na lista de espera para serem degustados. Brasileiros, europeus, estadunidenses, contemporâneos, clássicos. Obras de grandes artistas têm me proporcionado prazer e me inspirado a continuar treinando a escrita. Defini como minhas prioridades atuais um romance de horror iniciado lá na adolescência (reta final de revisão) e o roteiro de um drama de época (é claro que sonho que ela será filmada ou gravada num futuro próximo...).
Mas voltando a falar desses vazios que volta e meia nos atormentam e alimentam aquelas bizarras crises existenciais, tenho pensado muito no assunto sob diferentes ângulos. Pode ser o vazio da ausência de criatividade tão comum e torturante de tempos em tempos aos artistas, o vazio emocional de uma carência emocional, o vazio do inconformismo com os problemas sociais e nossa "impotente" capacidade de melhorar o mundo... Nestes meus 25 anos tenho consciência de que meu mundo interior é muito turbulento de ideias e questionamentos e como isso às vezes parece  ser um desafio num mundo tão prático e movido a dinheiro. Há espaço para pessoas sensíveis e observadoras neste planeta?
Enfim, sinto que precisava escrever um pouco neste blog e não perder a chance de soltar as ideias mais uma vez para quem quiser passar por aqui. Opiniões, sugestões e críticas são bem-vindas. Precisamos nos expressar de alguma forma. E este é meu jeito de fazer isso. Até a próxima!

Comentários